Uma observação

Fico olhando, me encontro com essa situação várias vezes e não sei responder. Não sei de onde veio e como aconteceu a repulsa de muitas pessoas ao estudo, ao aprendizado, à capacitação. Existem duas questões constantes no meu pensamento, primeiro o que originou o ato de fuga? Quem no passado chamou de incapaz, riu, disse que não servia pra "essa coisa de estudar"? Ou será que a pessoa decidiu por si só não se envolver com isso, se trancou, teve medo do desconhecido ou até teve curiosidade mas não sabia por qual caminho começar e preferiu se distanciar? As coisas são difíceis, o mundo que a gente vive não é fácil e nenhum pouco simples. Quando me comunico tento não complicar. Não quero ser o causador da repulsa, aumentar o medo ou que as pessoas digam que não servem ou não nasceram pra isso. Nenhum mérito da minha parte (na verdade nem sei se o que escrevi está entendível), é que já estive várias vezes, e sei que ainda vou me encontrar outras tantas, na situação de ter um assunto que poderia ser simplificado pro entendimento/comunicação mas que foi dificultado pelo mensageiro só para ele se sentir superior. Ai mora o perigo, se tornar o mensageiro que se sente superior, mesmo não transmitindo nenhuma mensagem, e não perceber.
A segunda questão que me deixa encabulado é que, por motivos que não sei explicar, as pessoas estão nessa situação, e agora? Como despertar alguém, como fazer com que essa pessoa acredite em suas qualidades, na contribuição dos seus talentos, nas invenções da sua mente sendo que nem mesmo ela acredita? Será que não tem volta? Uma decisão (consciente ou inconsciente) no passado anula todo um futuro?
É complicado, ainda mais quando as ferramentas não ajudam. A Tv, o WhatsApp, o Youtube, a internet como um todo, oferecem lazer e entretenimento durante todas as horas do dia, adiando o contato com um livro, com uma conversa de verdade, com a criação, com as perguntas e respostas. A distração prolonga o desencontro.
Acontece que o número de consumidores só aumenta, poucos produzem algo e se produzem é por dinheiro. Se bem que esse assunto é pra uma outra conversa.
Ficam os questionamentos, se puder deixe um pouco da sua vivência ai embaixo, vou ficar feliz em ouvir.
Diante do erro não humilhe, mostre o que está errado e incentive a pessoa tentar outra vez, continuar. Daqui a pouco pode ser um de nós dois na mesma situação. Quando puder simplificar, simplifique. Antes de julgar busque entender um pouco da história de cada um. Na tentação de se sentir superior, não se iluda não; no fim das contas isso não vale de nada.

João Peixoto

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